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Lance Notícias | 06/10/2021 18:32

06/10/2021 18:32

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Técnica de enfermagem de Seara conta experiência de trabalhar na linha de frente da Covid-19

Formada em 2017, Camila Verônica do Prado de 25 anos, atua como técnica de enfermagem há dois anos. Após concluir o ensino médio, a jovem começou cursar Design visual. Desde o início não se adaptou ao curso e parou. Com vontade de investir na carreira, Camila iniciou pesquisas e constatou se encaixar melhor na área […]

Técnica de enfermagem de Seara conta experiência de trabalhar na linha de frente da Covid-19

Formada em 2017, Camila Verônica do Prado de 25 anos, atua como técnica de enfermagem há dois anos. Após concluir o ensino médio, a jovem começou cursar Design visual. Desde o início não se adaptou ao curso e parou.

Com vontade de investir na carreira, Camila iniciou pesquisas e constatou se encaixar melhor na área da saúde. Foi então que resolveu fazer o técnico em enfermagem e acabou se apaixonando pela área.

– Comecei trabalhando nos postos de saúde e assim que abriu as centrais Covid fui lá trabalhar e agora, na vacinação covid-19 – explica.

A jovem que recém formada havia iniciado seus trabalhos na área da saúde se viu de frente a uma pandemia.

– No início era apavorante, depois fui “acostumando” e aprendi a lidar com a situação, todo dia acordar de manhã pedir a Deus proteção e fim do dia agradecer por mais um dia vivido. É de fato uma experiência que vou levar pra vida – destaca.

A técnica em enfermagem também relata sobre as preocupações na família durante a pandemia.

– Minha mãe se contaminou com o vírus, ficou internada alguns dias e o desespero bateu novamente. Eram naqueles dias fim de janeiro, onde não haviam leitos em hospitais, foi apavorante, e como dizem, até então o cuidado era com outras pessoas e é diferente quando é com alguém próximo da família – lembra.

Segundo a jovem, tudo foi acontecendo, entre muitos casos, óbitos e distanciamento social, surge a vacina para ser aplicada de forma emergencial.

– E aí então chegaram as vacinas. Parecia uma coisa muito distante da nossa realidade. Nós estamos vendo o reflexo da vacinação com a diminuição de casos e internações – fala.

Trabalhando inventivamente no tempo de pandemia, há dois meses a jovem iniciou uma nova função, a esperada aplicação de doses da vacina.

– Nesses dois meses que estou na vacinação entre primeira e segunda dose, acredito que já vacinei umas 1.000 pessoas. Nós estamos em várias vacinadoras, então realizamos um rodízio pra não cansar muito – cita.

Segundo a jovem, desde quando começou a pandemia a rotina se tornou muito cansativa para todos que trabalham na área da saúde.

– Aqui em Seara, as pessoas reconhecem o nosso trabalho. Quando trabalhei na central Covid, muitos pacientes voltavam agradecer pelo atendimento e nos levavam mimos, são nesses pequenos gestos que sentimos a gratidão do nosso trabalho – frisa.

Camila conta que nem sempre a equipe 100%, mas sempre procuram oferecer o melhor para todos os pacientes e a importância da vacinação.

– Eu incentivo a população para se vacinar, com as duas doses assim o esquema estará completo, quanto mais pessoas vacinadas, mais próximo de acabar com esta pandemia – cita.

Pensando nos próximos passos da carreira, a jovem quer levar as experiências como aprendizado e lembrar de tudo com muito carinho.

– Espero que a pandemia termine, acredito que isso seja o desejo da maioria das pessoas, principalmente as pessoas que trabalham na linha de frente e também quero me sentir grata e orgulhosa de mim, olhar para trás e ver que fiz parte de momentos bons e pude ajudar de alguma forma inúmeras pessoas. A pandemia veio para mostrar que precisamos viver intensamente todo dia como se fosse o último além de aprender a dar valor para quem está ao nosso lado – conclui.


Essa foi a história de Camila Verônica do Prado, técnica em enfermagem que atua na linha de frente.

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