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Lance Notícias | 27/10/2021 19:41

27/10/2021 19:41

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Superação: xavantinense relata sua recuperação após grave acidente, em 2017

Maria Dorvalina Tondello, de 64 anos, carrega consigo uma grande história de vida. Há três anos atrás, Maria levava uma vida normal, sua profissão era costureira, mas já trabalhou em uma agroindústria do município e nos últimos anos como doméstica. Foi no dia 17 de julho de 2017 que sua vida mudou por completo. – […]

Superação: xavantinense relata sua recuperação após grave acidente, em 2017

Maria Dorvalina Tondello, de 64 anos, carrega consigo uma grande história de vida.

Há três anos atrás, Maria levava uma vida normal, sua profissão era costureira, mas já trabalhou em uma agroindústria do município e nos últimos anos como doméstica.

Foi no dia 17 de julho de 2017 que sua vida mudou por completo.

– Naquele dia eu tinha consulta, estava tratando um desgaste no quadril, em Florianópolis. Quando terminou a consulta, passei no meu filho pra me despedir, pois estava trazendo a transferência pra ser tratada em Chapecó – explica.

Segundo relato, naquele dia, Maria Dorvalina veio muito feliz pra casa, pois a sua cirurgia iria ser realizada mais perto de casa e da família.

– Saímos de Florianópolis em torno de meio dia. Por volta das 14h paramos pra almoçar e logo depois seguimos viagem. Durante a viagem minha perna começou doer pois meu lugar era apertado, então perguntei para um colega se ele se importava em trocar de lugar – relata.

Dorvalina comenta que o colega aceitou mudar de lugar e seguiram viagem.

– Como acordamos cedo para a consulta, ao longo da estrada senti bastante sono, perguntei para o motorista se estava longe ainda, e tendo resposta positiva, falei que iria tirar um cochilo – fala.

Chegando em Jaborá, um caminhão de ferro velho sem freio colidiu com o carro em que Maria Dorvalina estava.

– Como estava dormindo, não vi nada, apenas ouvi um grande estouro e gritos – diz.

Novo capítulo 

O acidente aconteceu na segunda-feira (17), Maria acordou somente na quinta-feira, no hospital Santa Teresinha de Joaçaba.

– Quando acordei vi minha filha de Curitiba, meu genro e meu esposo, estavam todos ao redor de minha cama – comenta.

Acordei perguntando em que quarto eu estava. Minha filha me acalmou e eu ainda disse: eu cheguei ontem à noite de Florianópolis, preciso levantar e arrumar minha cozinha que está toda bagunçada – destaca.

Pior notícia 

Para Dorvalina, ela já havia chegado em casa e está tudo certo. Foi então que a notícia chegou: ela foi informada pela filha do grave acidente que havia sofrido ainda no começo da semana.

– Minha filha falou: mãe você não está em casa, você está um hospital. Você sofreu um acidente e infelizmente, você perdeu o braço. Neste momento fiquei sem chão – fala.

O momento mais difícil, foi ver-se no espelho novamente.

– Me levaram para o banheiro tomar banho, quando cheguei em frente ao espelho, me deparei com o rosto todo estourado – acrescenta.

Após 11 dias no hospital, Dorvalina ganha alta e começou um grande processo de recuperação e aceitação.

– Comecei com fisioterapia, só parei quando começou a pandemia. Mas me recuperei, graças a Deus, ele me deu uma segunda chance – destaca.

Dorvalina conta que não consegue fazer o trabalho doméstico. A máquina de costura que lhe acompanhou 40 anos ficou em um canto da casa, guardando grandes memorias.

– No dia do acidente eu trazia na mala 10 letras Gospel, estava preparando para gravar um CD. Quando me recuperei um pouco, ainda tinha a voz muito fraca, fui pra gravadora eu e meu irmão e conseguimos gravar o CD, para honra e glória do Senhor Jesus – diz.

A cada palavra dita por Maria Dorvalina, várias são agradecendo a Deus por ter lhe dado mais uma oportunidade de vida.

– Os poucos estou me acostumando, me é um desafio, é difícil trocar a roupa de cama, é tudo questão de adaptação – fala.

Ainda fiquei com sequelas, esqueço as coisas, não consigo caminhar direito, me deu trombose devido a má circulação e vivo a base de remédio – finaliza.

Vivendo com humildade, Maria Dorvalina enfrenta todas as dificuldades com um sorriso no rosto do jeito que mais gosta: ao lado da sua família.

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