Saúde

Lance Notícias | 15/12/2021 16:51

15/12/2021 16:51

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Searaense agradece e celebra a vida após vencer câncer de mama

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, com aproximadamente 2,3 milhões de casos novos estimados em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos por câncer em mulheres. Loreni Nardino, de 44 anos de idade, diagnosticou um câncer de mama entre os meses de abril e maio deste ano, após […]

Searaense agradece e celebra a vida após vencer câncer de mama

O câncer de mama é o mais incidente em mulheres no mundo, com aproximadamente 2,3 milhões de casos novos estimados em 2020, o que representa 24,5% dos casos novos por câncer em mulheres.

Loreni Nardino, de 44 anos de idade, diagnosticou um câncer de mama entre os meses de abril e maio deste ano, após fortes dores.

– Em abril eu decidi fazer alguns exames pois sentia muita dor na mama direita, fiz a mamografia, me encaminharam para o ultrassom e logo após para a ressonância. Quando estive com o mastologista ele pediu biopsia, sendo constatado o câncer maligno na mama esquerda – explica.

O câncer

Segundo os médicos, não era muito tempo que Loreni tinha o câncer, mas que se tratava de algo bem agressivo e que avançava depressa.

– O que chama atenção é que não tive nenhuma alteração, não senti nada, se não tivesse ido ver sobre a dor da mama direita, iria descobrir muito tarde, pois questão de meses para estar enraizado, então descobri na hora certa – fala.

Com fase de 2° grau, Loreni precisou passar por uma cirurgia realizada em junho para retirada do câncer, onde havia um nódulo de um cm e vários de tamanho pequeno. Após a cirurgia, começava uma nova luta: as quimioterapias.

– Logo após a cirurgia comecei as quimioterapias, eram realizadas a cada 21 dias e é muito difícil. Eu perdi cabelo e me sentia muito mal, tive muita náusea também, levava de oito a dez dias para me recuperar e quando começava me sentir bem, já estava na hora de fazer outra – explica.

Com o início da quimioterapia, os sinais começaram a aparecem no corpo de Loreni, principalmente, a queda do cabelo.

– Uma semana depois da primeira quimio, meu cabelo começou cair. Demorou cair minha ficha, apesar de todos exames estar indicando, eu não acreditava. Foi um longo processo para me aceitar e entender, principalmente quando falaram que tinha que tirar o nódulo fiquei em choque, foi ali que cai na realidade – ressalta.

Novos desafios 

Neste período, começava mais uma batalha na vida da mãe: a aceitação.

– Começou cair todo meu cabelo, então optei por cortar, o tratamento em si é difícil, mas o psicológico abala bastante, além de tirar a mama você perde o cabelo, passei por um longo processo de aceitação, tentava falar comigo mesma dizendo que o cabelo vai voltar, por mais que é um cabelo simples, mas para a mulher é difícil, eu chorei muito – enfatiza.

Loreni ressalta que após as quimioterapias realizadas em clínica, o tratamento se estende ao longo dos próximos cinco anos.

– Agora faço o tratamento de quimioterapia via oral todos os dias logo no início da manhã – comenta.

Mãe de três, Loreni finaliza contando que nunca foi muito atenta a manter os exames em dia, mas que após o ocorrido, o negócio é bem diferente.

– Hoje eu faço bastante, por que é isso que me salvou, se eu tivesse descoberto depois não sei o que poderia ter acontecido, por isso eu digo: a prevenção é importante. Agradeço minha família que esteve sempre comigo e as diversas mensagens que recebi de pessoas que estavam torcendo por mim – finaliza.

Como prevenir:

A prevenção do câncer de mama começa com o autoexame, que a própria mulher deve fazer mensalmente a partir dos 20 anos de idade, apalpando as mamas.

Além do autoexame, é importante que mulheres acima de 50 anos realizem a mamografia de rastreamento, mesmo sem perceber nenhum sinal ou sintoma. Esse é o único exame que permite descobrir o tumor em sua fase inicial, em que a probabilidade de cura em 95%.

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