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Lance Notícias | 21/09/2021 08:49

21/09/2021 08:49

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Seara Futsal Feminino: os desafios enfrentados pela equipe feminina

Vice-campeã da Liga Catarinense de Futsal em 2020, vice-campeã Micro Regional JASC, quarto lugar Regional JASC, vice-campeã Liga Catarinense de Futsal, em 2019. São vários títulos colecionados pelo time do Seara Futsal Feminino, de Seara. A equipe que pertence ao Governo Municipal e a Superintendência de Esportes, (SEL) é composto por 19 atletas. De acordo […]

Seara Futsal Feminino: os desafios enfrentados pela equipe feminina

Vice-campeã da Liga Catarinense de Futsal em 2020, vice-campeã Micro Regional JASC, quarto lugar Regional JASC, vice-campeã Liga Catarinense de Futsal, em 2019.

São vários títulos colecionados pelo time do Seara Futsal Feminino, de Seara. A equipe que pertence ao Governo Municipal e a Superintendência de Esportes, (SEL) é composto por 19 atletas.

De acordo com Maurício Viott, Superintendente da Superintendência de Esportes (SEL), o futsal feminino é trabalhado há muito tempo no Município de Seara.

– Em 2018, a SEL atendendo a um de seus programas “Mais Medalhas” iniciou um trabalho voltado a participação na Liga Catarinense de Futsal nos naipes Masculino e Feminino. Desde então, o Futsal Feminino vem participando do JASC e da Liga Catarinense de Futsal obtendo terceiro lugar em 2018 e segundo lugar nos anos de 2019 e 2020 – comenta.

O Lance Seara entrou em contato com o treinador do Futsal Feminino de Seara, Maikjoli Daniel de Farias que comentou a respeito da equipe. Popularmente conhecido como Maik, é natural de Celso Ramos e formado em Educação Física desde 2010. Maik tem 32 anos e chegou em Seara com o desafio de treinar a equipe em 2019. Já fez passagem por Ponte Serrada, Faxinal dos Guedes e Monte Carlo.

– Ser treinador é desafiador. Por que é uma grande diferença, quem sabe uma grande diferença sobre treinar uma equipe masculina como uma feminina – comenta.

Maik destaca o sentimento de treinar a equipe feminina no município.

– Eu me sinto em casa com o feminino. Sempre disse que aqui em Seara eu me sinto em casa, me sinto realizado. Eu amo o que faço, então sou suspeito a falar. Tenho amor, tenho paixão, quando entro numa quadra pra dar treino, quando entro em quadra pra um jogo.

Você precisa se identificar com a naipe do feminino. Você precisa estudar todas as suas atletas, tem que saber quando uma não está bem, quando a outra está pra baixo, quando está muito bem. Quando aconteceu alguma coisa com elas. Então além de ser treinador, você precisa ser amigo, dentro e fora de quadra. Eu dou 100% de mim, tenho muito amor pela minha profissão, pela minha equipe, luto pela minha equipe até a última batida do coração, entende – detalha.

Segundo Maik, existe a base desde o sub 12, o sub 15, 18 e 19 já treinam no adulto a fim de garantir bagagem. No time adulto não tem idade para participar, se for muito nova pode ser incluída nos times de base.

– Não é feito seleção nenhum teste, as meninas estão com as portas abertas, elas vem, elas podem treinar. Irá depender somente de cada uma se continuam ou não. Nós vamos continuar passando nosso treino normal. Quem vem treinar precisam entrar no ritmo que a equipe está. Se elas conseguirem adquirir os conhecimentos e conseguirem render junto com as meninas que estão elas irão continuar – destaca o treinador Maik.

Maik ressalta sobre o reconhecido de a equipe feminina ser uma luta diária.

– Está bem abaixo das outras modalidades e categorias. Já está bem à frente do que já foi, mas ainda falta. Entretanto, várias equipes lutam por um mesmo objetivo, visibilidade e reconhecimento, acrescenta. Nós queremos não apenas o reconhecimento como igualdade como as demais categorias e modalidades – detalha.

O treinador enfatizou que a equipe não procura comparar-se com ninguém.

– Quem veste a camisa, quem está ali conosco no dia a dia, quem vem nos treinos, quem vai nos jogos, quem me ajuda. Tem o Darlan, Jackão, a Naia que é atleta e também professora. Quem luta pelo futsal feminino sabe do que eu estou falando. Quem veste a camisa de verdade sabe nossas lutas – comenta.

Os uniformes do Seara Futsal Feminino foram adquiridos por meio de patrocínio com autorização da Sel. A própria equipe, por conta e votante própria vai em busca. Já as inscrições para jogos, transporte e alimentação é tudo feito pela prefeitura.

Tainara Versa, uma das atletas do Seara Futsal, está a um ano na equipe. A jovem é natural de Seara e tem 19 anos.

– Eu gosto muito de fazer parte do futsal feminino, considero elas/eles como minha segunda família. Eu admiro muito o nosso treinador e nosso massagista por tudo que eles fazem por nós e também me inspiro neles. Como faço faculdade nessa área, aprendo muitas coisas observando-os – conta.

A jovem também ressalta os desafios na profissão. E acrescenta a vida fora de quadra, a família, o trabalho e os estudos.

– O fato de o futsal feminino não ser tão valorizado se torna um desafio pra gente, muitas vezes a falta de apoio e críticas também. Fora que todas nós temos uma vida além das quadras e muitas vezes temos que nos desdobrar pra conseguir conciliar tudo e continuar jogando, porque pra mim e acredito que pra todas que estão lá, estamos porque amamos jogar – finaliza.

Outra atleta do Seara Futsal é Naiá Mattiello, que iniciou os treinos de futsal aos 11 anos. Naiá é professora das categorias de base.

– Desde o início os desafios foram grandes, desde a questão de chegar aos treinamentos, de como era vista pela sociedade, por ser menina e estar jogando, a questão de competições eram poucas, tínhamos pouco apoio – finaliza.

Kelli Presotto chegou a equipe em fevereiro deste ano e já conhecia o treinador.

– Estar na equipe é muito bom, não somos somente uma equipe, mas sim uma família. Só tenho a agradecer, me receberam super bem. Agora nosso foco é trazer o primeiro lugar na Liga, trazer esse troféu. Com certeza estamos trabalhando pra isso e com todo esforço e dedicação vamos conseguir sim – finaliza.

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