Os últimos dias foram de bastante aprendizado e novos desafios na vida da professora de Inglês em escola estadual em Concórdia, Evelyn Rodrigues. A jovem estudante esteve realizando um curso em Malta, na Europa. A equipe do Lance Seara conversou com a professora, que ressaltou detalhes da experiência. Evelyn conta que para entrar em Malta […]
Os últimos dias foram de bastante aprendizado e novos desafios na vida da professora de Inglês em escola estadual em Concórdia, Evelyn Rodrigues. A jovem estudante esteve realizando um curso em Malta, na Europa.
A equipe do Lance Seara conversou com a professora, que ressaltou detalhes da experiência.
Evelyn conta que para entrar em Malta é necessário passar 15 dias em outro País que não estivesse na chamada Zona Vermelha da Covid, por isso, decidiu turistar por Paris, a Capital da França, para depois fazer o curso.

– No início fiquei 15 dias em Paris e depois, um mês em Malta. Viajei sozinha na cara e na coragem – explica.
Período em Paris
Antes de ingressar no curso em Malta, Evelyn passou uns dias em Paris, visitando todos os pontos turísticos.
– A cidade é linda e, ao contrário do que dizem, minha experiência com os franceses foi ótima, a maioria tentava ajudar mesmo sem falar inglês. No final, visitei a França, Malta, e no fim da viagem dei uma passada em Madrid na Espanha. A minha dica é preparar o psicológico, ficar longe da família é bem complicado, mas valeu cada segundo – diz.

Planejamento
Evelyn destaca que o planejamento da viagem começou ainda em julho de 2021. A princípio, o destino seria somente Malta, mas a situação da Covid-19 foi piorando novamente, obrigando a jovem a tomar decisões logo cedo.
– Tive que escolher entre Espanha e França, e optei pela França, Paris mais especificamente. É uma situação de intercâmbio, onde você vai para outro país, viver outra cultura e aprende uma nova linguagem. No meu caso foi para me aprofundar no inglês, com isso, acabei até aprendendo um pouco de francês – fala.
A intercambista diz ter se surpreendido bastante, e no bom sentido, com os franceses.
– Tinha ouvido falar que eles são meio rudes com quem não fala francês, mas bem pelo contrário, todos foram super gentis. Principalmente no metrô, pois é o transporte principal de lá, e eu nunca tinha andado em um na vida, precisei de ajuda algumas vezes – lembra.
Novas experiências
A aventura contou com novas experiências e desafios: “primeira vez que ando de avião”; “primeira vez que vou pra fora do país”; primeira vez que faço muita coisa sozinha”.
Evelyn tem uma filha de cinco anos, e precisou deixar ela com sua mãe enquanto estivesse fora.
– Ela me ligava todo dia pra saber como estou e pra pedir o que já comprei pra ela – diz.

A língua estrangeira
A jovem sempre se destacou no Inglês, desde a escola ao Ensino Médio. Com o passar do tempo, seu pai lhe deu uma ideia.
– Quando me formei no ensino médio, meu pai surgiu com a ideia de ser professora de inglês. Inclusive, acabei de me formar, foram quatro anos bem complicados, com a Covid acabou atrasando alguns estágios, mas felizmente no fim deu tudo certo – ressalta.
Mesmo com experiência no Inglês, a professora diz sobre a variedade de sotaques entre as línguas oficiais, o Maltês e Inglês.
Ainda, Evelyn comenta que em Malta, “tudo é ao contrário”.
– O motorista fica do lado direito e o carona no lado esquerdo. As ruas também são ao contrário, então para pegar ônibus foi difícil de acostumar – discorre.
O contato com a família era feito no fim do dia, no Brasil 18h e em Malta, 22h.
– Normalmente o horário que eles já estão jantados e de banho tomado, eu já estou dormindo aqui, então a gente meio que criou uma rotina de horário. Foi a primeira vez que fiquei longe assim da minha família, então nos primeiros dias eu chorava todo dia. Tinha que lembrar qual era o propósito da viagem, que não era só turistar, e sim, para ter um diploma, um curso que iria agregar no currículo, um diferencial – enfatiza.
Para a jovem, tudo serviu de aprendizado, a viagem chegou ao fim, mas as experiencias e tudo que viveu, além das fotos, estão para sempre na sua memória.
– No final da viagem consigo ver tudo que eu passei, viajando sozinha, todas as novas experiências e dificuldades, realmente te tornam outra pessoa. Eu fui uma Evelyn e voltei outra – finaliza.
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