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Lance Notícias | 04/01/2022 18:22

04/01/2022 18:22

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Mudança de hábitos: por conta da filha, mãe se reinventa na cozinha

A concordiense Chaiane Cardozo da Silva, reside no município de Itá praticamente desde que nasceu. Formada em engenharia ambiental, mas atuou na área por pouco tempo. Sua verdadeira paixão, está de fato, na cozinha. — Lembro que quando eu era adolescente, nos reuníamos nas casas dos amigos para fazer cachorro-quente, macarronada e ali fui desenvolvendo […]

Mudança de hábitos: por conta da filha, mãe se reinventa na cozinha

A concordiense Chaiane Cardozo da Silva, reside no município de Itá praticamente desde que nasceu. Formada em engenharia ambiental, mas atuou na área por pouco tempo. Sua verdadeira paixão, está de fato, na cozinha.

— Lembro que quando eu era adolescente, nos reuníamos nas casas dos amigos para fazer cachorro-quente, macarronada e ali fui desenvolvendo o gosto por cozinhar, tanto doces quanto salgados — comenta.

Chaiane tem uma filha de 14 anos, ela conta que quando a filha estava com 11 meses, foi descoberto uma alergia causada pela clara de ovo além de intolerância à lactose.

— Por ela, aprendi a fazer alguns quitutes sem esses ingredientes, mas nada pensado em comercializar — diz.

Há quatro anos, Chai descobriu também, que possui uma doença autoimune e que o consumo do glúten atuava como um gatilho para que os sintomas fossem cada vez mais incômodos.

— Foi nesse momento que eu decidi procurar receitas mais saudáveis sem farinha branca. Comecei cursos de alimentação inclusiva, ou seja, focado para quem tem alergias ou intolerâncias alimentares, ou para quem, simplesmente, tem um estilo de vida mais saudável — explica.

Por meio da alimentação inclusiva, Chaiane consegue atender pessoas veganas, intolerantes à lactose, intolerantes ao glúten, alérgicos a ovo, diabéticos e quem faz dieta low carb também.

Ela não atende pessoas celíacas ainda, pois seus equipamentos de trabalhos são compartilhados, e como ela faz também, bolachas decoradas que levam farinha de trigo, a contaminação cruzada pode prejudicar o celíaco, causando a reação alérgica.

— Procuro ter o maior cuidado possível para não prejudicar a saúde de quem tanto precisa e tem muita dificuldade em encontrar produtos de qualidade e sem conservantes — destaca.

Futuramente, Chai tem planos de construir uma cozinha separada, desta forma, ela conseguirá adaptar todos os equipamentos para poder atender todo o público celíaco também.

A profissional comercializa diversos tipos de produtos, alguns deles são bolos de diversos sabores, brownies (veganos e funcionais), blondie de mirtilos, muffins doces e salgados. Mas os produtos mais pedidos segundo ela, são sempre os pães de abóbora funcional e as empadinhas de frango, que tem como base feijão branco e fécula de batata, para substituir a farinha de trigo, sem a utilização de açúcar branco.

— Procuro fazer produtos diferenciados em algumas datas específicas, como a campanha da páscoa, onde produzo ovos de colher com chocolate especificamente para o público alérgico e intolerante (uso uma marca vegana) — ressalta.

Ela confessa ainda, que quem trabalha com chocolate puro, de verdade, sente muita dificuldade na hora da venda deste item, pois o preço do quilo dele é muito alto, variado de R$ 90 a R$ 120, o que acaba encarecendo o valor final do produto.

— Mas quem sabe o valor que ele tem, e a dificuldade em encontrar um produto a base de chocolate de qualidade, sempre acaba adquirindo e gostando — enfatiza.

No caso das bolachas decoradas, estas levam farinha branca, manteiga e açúcar branco. É o único item que Chaiane produz que leva derivado de leite e trigo, é um produto que ela tem em todas as épocas do ano e podem ser encomendadas por quilo, por kits, como lembrancinhas de aniversário, de nascimento, de chá de bebê e também como kits corporativos.

Chai relata que sua maior dificuldade hoje em dia é fazer com que esses produtos inclusivos cheguem até as pessoas que realmente precisam, pois é muito difícil encontrar produtos não industrializados nesse segmento.

— Todos os itens que produzo não possuem conservantes, então são feitos para consumir frescos num prazo de até sete dias. Porém, todos eles podem ser congelados para quando bater aquela vontade, ter disponível. Sempre digo que “quem congela, tem!” — finaliza.

Produzo na cozinha de casa mesmo, e atualmente me organizo para produzir três dias na semana, somente por demanda, ou seja, por encomenda.

A produção do pacotinho saudável é sua única fonte e renda. Chai comenta que tem buscado parcerias para que ela possa atender as cidades vizinhas com mais frequências, pois atualmente, ela já atende as cidades de Concórdia e Seara, porém, somente na forma delivery, em dias em que precisa fazer algo nestes lugares.

Caso você queira ter acesso aos produtos da Chaiane, basta entrar em contato com ela pelo WhatsApp (49) 9 9812-8623 e solicitar os produtos da produção semanal. E para quem quiser conhecer e acompanhar as novidades que vem neste ano, é só seguir a página @pacotinho_saudavel no Instagram.

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