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Marcos Vinícius Pedroso | 26/10/2021 18:58

26/10/2021 18:58

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Moradora de Seara investe em fazer tranças como fonte de renda

Moradora de Seara investe em fazer tranças como fonte de renda

Essa história é de Rosana Acácio, que nasceu em Capitão Leonidas Marques, no Paraná, mas mora há 15 anos em Seara, atualmente em Caraíba. Ela tem 47 anos, três filhos, oito irmãos e agora realiza aplique de cabelo, tranças, trança sem fio e tranças nagô.

Ela conta que seus pais moravam no interior de Capitão Leonidas Marques, e quando ela tinha três anos seus pais se separaram, com isso, ela foi morar no interior de Santa Lucia (PR), junto com sua avó.

— Comecei a trabalhar na roça com sete anos de idade, era muito sofrido, e as vezes não tinha nem o que comer — comenta Rosana.

Com 11 anos ela começou a trabalhar de babá para uma criança de uma fazenda, não era muito dinheiro, mas já dava pra ajudar nas coisas de casa e auxiliar sua família.

Se mudaram para Lindoeste e foram vivendo lá, depois Rosana se casou e teve seu primeiro filho, logo depois os outros dois, e infelizmente quando tinha 27 anos ficou viúva.

— Eu trabalhava como boia fria em plantações de feijão, colheita de algodão, e outras coisas — fala ela.

Ficou somente ela e sua avó morando em Lindoeste e com a morte de seu marido, Rosana entrou em depressão, não conseguia mais trabalhar e vivia com a cestas da Prefeitura.

— Fiquei quatro anos sozinha e depois conheci outra pessoa, e viemos morar em Seara — cita Rosana.

Sua irmã a convidou para vir morar no município, já que lá estavam passando por muitas dificuldades, assim, vieram morar em Canhada Grande, Seara, mas continuaram trabalhando na roça, plantando eucalipto, trabalhado em aviário, entre outros.

Certo dia, ela decidiu mudar porque já estava cansada de trabalhar na roça, começou a fazer cursos pelo Youtube para aprender a fazer tranças, aplique de cabelo, e várias coisas.

— Eu não tinha condições para pagar outros cursos, então fui vendo vídeos na internet, e é muito difícil no começo porque não se tem dinheiro — frisa.

Ela está nesse ramo há oito meses e com o dinheiro que ela recebe dos trabalhos nos cabelos das clientes ela compro mais material, e assim por diante.

— Eu queria uma sala comercial para poder abrir um salão, para poder melhorar a qualidade do meu trabalho, já fazia as tranças em casa — destaca.

Certo dia uma mulher conheceu o trabalho de Rosana e a convidou para trabalhar em um salão, ela aceitou, porém, segundo ela a sala não é grande e não tem lugar para colocar um lavatório.

— Assim eu tenho que fazer meu trabalho em cabelos secos, mas o certo é fazer com o cabelo molhado e hidratado para depois fazer as trancinhas — cita.

Mas com todas as dificuldades ela está conseguindo se virar.
— A vida é bem difícil, mas a gente nunca pode desistir ou parar de lutar — finaliza Rosana.

Para mais informações pode estar entrando em contato pelo fone (49) 8413-0254 ou pelo Facebook: Rosana Acácio ou Gabriela de Macedo.

Veja as imagens:

 

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