Mais conhecida como Bina, apelido que carrega desde bebê, Sabrina Fachinello, de 34 anos de idade, tem o amor pelo artesanato presente em sua vida. Assim como o nome que carrega desde os primeiros anos de vida, a arte de criar, reciclar, inventar também cresceram com ela. Realizando diversos tipos de artesanato, bijuteria, E.V.A, adesivos […]
Mais conhecida como Bina, apelido que carrega desde bebê, Sabrina Fachinello, de 34 anos de idade, tem o amor pelo artesanato presente em sua vida. Assim como o nome que carrega desde os primeiros anos de vida, a arte de criar, reciclar, inventar também cresceram com ela.
Realizando diversos tipos de artesanato, bijuteria, E.V.A, adesivos para unhas, ponto cruz, e crochê, sua grande curiosidade era com o biscuit.
– Lembro que na época eu ficava encantada vendo revistas de modelagem. Em 2003, achei uma receita da massa em uma revista, fiquei super feliz. Naquele tempo eu já trabalhava fora e tinha alguns trocados guardados – comenta.
Assim, Bina não pensou duas vezes. Comprou os ingredientes e começou seguir a receita, o misto de sentimentos eram tantos que a massa não saiu como esperado.
– A massa embolou, não deu ponto. Na verdade, eu nem sabia qual era o ponto, pois nunca tinha pegado a massa na mão, era só através da revista – fala.
Como a massa requer muitos ingredientes, Bina apostou na arte de não desistir tão fácil, mesmo precisando gastar algumas de suas economias.
– Tentei umas cinco receitas e na última, a massa ficou mais fofa e macia. Oba! Deu certo! – comemora
Com a massa pronta, Bina confeccionou uma bonequinha, que segundo ela, não ficou legal e que quando secou acabou rachando. Para a artesã, a gota d’água, após várias tentativas ainda não havia dado certo, era melhor optar em esperar o tempo certo.
O tempo passou..
– Após alguns anos, encontrei a massa pronta pra comprar. Nada como aquelas que eu fiz e desde então, não parei mais de tentar modelar – diz.

Provando mais uma vez que nada é fácil, o começo da modelagem foi um período bem difícil, pois Bina não tinha acesso aos cursos. Assim, foi aprendendo sozinha, colocando a mão na massa, literalmente.
– Modelando, amassando e remodelando. Não tinha ferramentas, então usava coisas que tinha em casa. Palito de dente, tampinhas, canudos. Fazia potes e flores e dava de presente, minha mãe tem os meus primeiros potes, “decorando” a cozinha até hoje. E pior que ela não me deixa jogar fora – destaca.
Cada dia mais experiente no ramo, foi em 2015 que Bina conquistou sua primeira encomenda.
– Lembro com muito carinho daquele dia, eram enfeites de chimarrão de corujinhas. Fiquei mega feliz. Como era a primeira, acabei entregando os enfeites numa caixinha, sem embalar nem nada, todas soltas. Se eu pudesse voltar ao tempo, não iria ser assim, mas tudo serve de aprendizado – ressalta.
Além das peças pequenas e com mais detalhes, Bina também enfatiza que toda etapa foi de aprendizado, inclusive nas peças grandes.
– Passei muito sufoco com peças grandes também, não sabia estruturar, não respeitava as etapas de secagem do biscuit e não sabia precificar, mau colocava o custo dos materiais – lembra.
Trabalhando várias horas por dia em sua mesinha no quarto de visitas, Bina foi conquistando clientes e aprendendo a arte do biscuit.
– Com o passar do tempo aprendi a valorizar meu trabalho. Eu não vendo massa, eu vendo minha arte. Não é um passatempo ou um hobbie, é o meu trabalho. Cada peça é feita com muito amor e carinho – finaliza.
“Eu não tenho nenhum talento especial. Sou apenas apaixonadamente curioso”. Albert Einstein
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