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Lance Notícias | 10/03/2022 19:00

10/03/2022 19:00

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Conheça a história de Juciê Cássio, um itaense apaixonado pelo cultivo de plantas

O itaense Juciê Cássio Decezare, de 27 anos, é aficionado por plantas desde que se lembra por gente. Quando criança, ele adorava plantar novas mudinhas, seja por sementes ou outra parte da planta. — Ver aquele pequeno palitinho criando folhas e raízes, ou minúscula semente se tornando um ser gigante e completo me fascinava — […]

Conheça a história de Juciê Cássio, um itaense apaixonado pelo cultivo de plantas

O itaense Juciê Cássio Decezare, de 27 anos, é aficionado por plantas desde que se lembra por gente. Quando criança, ele adorava plantar novas mudinhas, seja por sementes ou outra parte da planta.

— Ver aquele pequeno palitinho criando folhas e raízes, ou minúscula semente se tornando um ser gigante e completo me fascinava — relembra.

Atualmente, Juciê possui uma pequena estufa em seu quintal, com todo o tipo de plantas, desde ornamentais, suculentas, até espécies arbóreas nativas e/ou frutíferas.

Juciê relata que gosta desta diversidade e que, apesar de ser agrônomo, nunca foi muita fã de monoculturas. Talvez seja isso o que mais o cativa em relação as suculentas, a diversidade, sempre tem uma espécie diferente, com uma particularidade, um detalhe.

— Apesar de serem famosas por sua rusticidade, elas são extremamente sintomáticas, respondem de forma única a cada alteração ambiental, por menor que seja, substrato, luminosidade, irrigação, e poder observar e entender esse complexo sistema é muito gratificante — frisa.

Além das suculentas e outras espécies ornamentais, recentemente ele anda se aprofundando também na arte do bonsai, algo que sempre admirou, por conta do nível de detalhe, cuidado e desafio que envolve a técnica. Mas que também, requer um considerável investimento, principalmente em relação a tempo, conhecimento e financeiro.

— Estimo ter, entre bonsais e pré-bonsais, mais de duzentas plantas em casa já. Em relação a quantidade de suculentas, qualquer valor que eu disser será mera especulação, 500, 1000, perdi a noção da quantidade de plantas a algum tempo. (risos) — comenta.

Segundo Juciê, as plantas tomam a maior parte de seu tempo. Profissionalmente, ele é técnico responsável pelo Horto Botânico da UHE Itá, onde produzem mais de 100 espécies arbóreas nativas com o intuito de restauração ambiental.

Atualmente, no âmbito acadêmico, Juciê é mestrando em Engenharia Florestal pela UDESC de Lages, onde trabalha com enxertia de espécies frutíferas nativas (Cerejeira, Guabirobeira, Uvaieira etc) onde que o objetivo a longo prazo é trabalhar o melhoramento genético e desenvolvermos variedades comerciais destas espécies.

Apesar de tudo, o seu “viveiro domiciliar” no momento é apenas um hobby, mas ocasionalmente vende algumas plantas. O agrônomo pensa em começar a comercializar em maiores quantidades, devido a alta procura e também pra arcar com os insumos necessários a produção.

Questionado sobre investimentos futuros, Juciê comenta que pretende manter a produção artesanal, intrínseca. Pois este cuidado com as plantas é basicamente um ritual de introspecção, de observação, de paciência e acima de tudo, entender o que o outro ser está se comunicando por meio das minúcias.

— Talvez isso seja o que torna as plantas tão preciosas, através de uma linguagem silenciosa, elas falam muito sobre o mundo e o ambiente que estão inseridas, mas costumeiramente a sociedade “não tem tempo para ouvir” — finaliza.

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